Como agir na preservação do meio ambiente

 

As mudanças na nossa sociedade geralmente ocorrem depois de um esforço por parte da população, que reivindicam melhorias necessárias para uma melhor qualidade de vida. A cultura está em constate mutação e muitas vezes os agentes públicos e a legislação têm dificuldade em acompanhar a demanda do povo, surgindo assim uma força conjunta que se expressa por manifestações, associações, atos organizados, que com a internet, ganhou mais vozes e força.

O meio ambiente é o foco de um grande número de ativistas, que lutam pela preservação da natureza, dos animais e dos recursos naturais. Esse trabalho pode acontecer de diversas formas, e temos como exemplo mais famoso o Greenpeace, organização não-governamental que atua no mundo todo, com manifestações, confrontando e expondo pessoas e instituições que agridem o meio ambiente de alguma forma.

Uma força de lutar pelo meio ambiente também pode se dar dentro do Congresso. Muitos representantes governamentais fazem um trabalho onde incentivam e criam projetos de leis a favor do meio ambiente, muitas vezes batendo de frente com os ditos ruralistas, representantes de fazendeiros que buscam explorar ao máximo os recursos naturais burlando leis ambientais e esforços de ambientalistas.

Uma forma bastante pacífica de ativismo está o vegetarianismo e o veganismo, no qual pessoas mudam sua alimentação em prol da proteção dos animais e do meio ambiente. Eles são contra a exploração de animais através da agropecuária e boicotam seus produtos como forma de reivindicar à prática. No campo da proteção aos animais existem também ativistas que lutam contra testes cosméticos em animais.

Ambientalistas também trabalham com campanhas para a população, trabalhando com mudanças de hábitos e criando um pensamento ético e moral da sociedade, para redução do consumo desenfreado e uma consciência maior do processo de produção da empresa do qual é consumidor, e assim, aumentando o padrão de exigência de sustentabilidade no mundo.

Mas o trabalho dos ativistas ambientais tem ganhado destaque por um motivo muito preocupante: os assassinatos por retaliação.  O Brasil é o país com mais mortes de ativistas do mundo. Só na última década, 711 ativistas foram mortos por protegerem o meio ambiente no mundo todo, e mais da metade são brasileiros. Outros países com grande risco de assassinato estão Peru e Colômbia, isto é, o grande foco está na América Latina. O maior fator de risco no Brasil se deve a grande desigualdade na posse de terra, com a concentração de propriedades nas mãos de latifundiários, além da atuação de exploração de terra, como o agronegócio, mineração e o setor madeireiro.

Porém, não podemos ficar de braços cruzados. Embora o Brasil tenha grades desafios, como a pobreza, saúde e educação, precisamos de cada vez mais ativistas ambientais que estejam dispostos a fazerem a mudança acontecer. Nosso trabalho como cidadãos é pressionar os órgãos públicos, seja manifestando nas ruas, participando de reuniões abertas ao público, denunciando e informando. Cada vez mais nossa legislação está sendo construída com apoio da população, e é a população que precisa forçar as barreiras que vão dar espaço para mudanças cada vez mais transformadoras e sustentáveis.

 

Hiram Sartori

Hiram Sartori é Doutor em Engenharia Civil, área de Hidráulica e Saneamento, e ênfase em Resíduos Sólidos, pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP(1998), Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), Graduado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (1984). Tem experiência em Engenharia Civil, atuando com ênfase em Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nas áreas de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, capacitação e treinamento em gerenciamento de resíduos sólidos, administração universitária.

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