Reaproveitamento da água residuária

 

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Todos nós temos o direito a um meio ambiente saudável. Segundo nossa Constituição “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Isso inclui acesso a água potável e uma saúde pública adequada.

O país precisa de água para manter o desenvolvimento urbano, industrial e agrícola. Mas mesmo que o Brasil seja o país mais rico em água potável do planeta, com 8% das reservas mundiais, o país sofre com escassez de água no presente, que deve piorar drasticamente no futuro.

A mentalidade de um país com abundância de recursos fez com que as pessoas não criassem o hábito do reaproveitamento de águas de várias atividades humanas. No entanto, se não mudarmos nossos hábitos e passarmos a fazer um uso sustentável dos nossos recursos hídricos, estaremos em grandes apuros em um futuro próximo.

Uma das maneiras de economizar o uso de água é o reaproveitamento de águas residuárias. Mas  o que são as águas residuárias? São efluentes vindos das mais diversas atividades humanas, que já tiveram suas propriedades químicas, físicas e biológicas alteradas. No caso das indústrias a contaminação os poluentes das águas podem ter poluente tóxicos. Exatamente por isso, a legislação tem um papel importante para estabelecer parâmetros de qualidade aceitáveis, de acordo com a Política Nacional de Recursos Hídricos.

Todos os requisitos para o reuso de água residuária focam na saúde pública, evitando a contaminação com microrganismos patogênicos e substancias nocivas aos seres humanos. Pensando nos vários usos dessas águas, a Organização Mundial da Saúde dividiu as possíveis aplicações em três grupos: reuso indireto, quando a água já foi utilizada uma ou mais vezes em industrias ou domésticos é despejada nas superfície da água ou no subterrâneo em forma diluída; reuso direto, quando a água residuária tratada é usada para irrigação, recreação, industrual e o reabastecimento dos aquíferos subterrâneos e consumo; e a reciclagem interna, quando a água e reutilizada dentro das plantas industriais para conservação e controle da poluição.

Par regulamentar o reuso das águas residuárias, a resolução n°357 no CONAMA garante que o reusos estejam dentro dos padrões de qualidade. Outro instrumento importante da legislação é a NBR 13.969 cujo objetivo principal é instruir quais tipos de águas residuárias podem ser utilizadas em determinados processos.

O reuso das águas residuárias pode parecer um passo pequeno, mas essas poucas atitudes contribuem para uma cultura de sustentabilidade necessária para a sobrevivência do homem. O aumento desordenado da urbanização e industrialização, além da expansão agrícola, causaram uma enorme desigualdade e problemas de escassez de água. A degradação ambiental precisa de um ponto final.

Hiram Sartori

Hiram Sartori é Doutor em Engenharia Civil, área de Hidráulica e Saneamento, e ênfase em Resíduos Sólidos, pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP(1998), Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), Graduado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (1984). Tem experiência em Engenharia Civil, atuando com ênfase em Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nas áreas de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, capacitação e treinamento em gerenciamento de resíduos sólidos, administração universitária.

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