Minha coluna do Portal Saneamento Básico: informação e discussão

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A sustentabilidade tem sido uma meta de todo o planeta, uma vez que vivemos tempos decisivos quanto nossas atitudes em relação ao meio ambiente e suas consequências alarmantes para um futuro não tão distante. Mas é claro, vivemos diariamente os efeitos do mau gerenciamento dos resíduos sólidos, a falta de conscientização dos nossos hábitos diários, o aumento do consumismo e um desenvolvimento não sustentável como um todo. Mas ainda podemos reverter esse cenário começando pelos nossos serviços de higiene pública: o saneamento básico.

Como especialista em Resíduos Sólidos, eu, Hiram Sartori, foco em jogar luz ao problema através das minhas várias plataformas de comunicação digital, esperançoso que meu trabalho ajude tanto na conscientização da população, como um incentivo para novos trabalhos de pesquisa. É imprescindível que conheçamos nosso país para que estejamos cientes dos nossos principais problemas, e assim agir com atitudes locais em nossas comunidades e exigir dos nossos representantes políticos atitudes de mudança.

Minha coluna no Portal do Saneamento Básico é uma das minhas ferramentas de comunicação com meu público e minha contribuição para a questão, onde podemos aprender, discutir e refletir sobre o cenário brasileiro. Para conhecermos nossa realidade, eu falei sobre a quantas andas o saneamento básico no Brasil, e a situação não é das melhores. Como comentei, cerca de 35 milhões de pessoas não tem acesso a agua tratada e mais de 100 milhões não tem suas casas ligadas a redes de esgoto no Brasil.

A partir disso eu discuti e opinei sobre a importância de uma discussão ampla acerca das buscas para implantação de cuidados e melhorias em todas as áreas ocupadas por pessoas, especialmente nos locais com baixo índice de desenvolvimento e com pessoas com uma renda tão baixa que não consegue manter uma vida saudável. Quando conhecemos as deficiências de saneamento no Brasil, sabemos que a desigualdade é extrema e uma atenção a comunidades de baixa renda é importante para um país saudável.

Na coluna sobre as metas e dificuldades de implementação de saneamento básico no Brasil, mostrei porque os municípios não estão preparados para alcançar as metas da Política do Saneamento Básico, mas também ponderei sobre os avanços que a Lei do Saneamento Básico trouxe para o país. Com metas e objetivos fixados em lei, os diversos atores da sociedade podem caminhar com mais segurança e determinação, dando um foco para a resolução desse problema no país.

Em minha coluna, também discuto as alternativas para um acesso à água potável, através, por exemplo, da captação de água da chuva e subterrânea. Essas medidas também têm grandes efeitos na economia de água no país, na manutenção dos recursos renováveis, e para o meio ambiente. Assim você terá benefícios próprios e estará contribuindo para a coletividade.

Gosto também de olhar para casos de sucesso, como faço ao aprofundar no saneamento básico da cidade mineira de Uberlândia. Essa cidade está no ranking das cidades que mais se preocupam com saneamento, estando nos primeiros lugares por vários anos seguidos, chegando ao primeiro lugar em 2013. É muito interessante observar quais medidas trazem efeito positivo e como elas se diferenciam dos demais municípios brasileiros.

E pensando em modelos de saneamento, busquei também situações que fazem a diferença em casos internacionais. Os países que conseguiram reduzir, reaproveitar e reciclar com eficácia tem em comum a responsabilidade compartilhada com os produtores e importadores, de modo que o próprio produtor é responsável pelos custos dos resíduos gerados pelos produtos que vende. No Brasil, esse conceito chegou com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos em 2010, mas é muito cedo ainda para termos resultados concretos.

A logística reversa faz parte desse plano de ação, com intuito de que o setor empresarial se responsabilize pelo ciclo de vida dos seus produtos. Com ela o foco virou para a diminuição do uso de recursos e a valorização dos materiais, assim como a consciência de todo o ciclo que o lixo gera, que é a grande contribuição do PNRS para a legislação brasileira.

Uma das metas do PNRS era a extinção dos lixões a céu aberto em todo o país até 2014. Como sabemos não conseguimos atingi-la, mas os prazos foram reajustados para a realidade brasileira. Falo disso em uma das minhas colunas, onde destaco que cerca de 40% do lixo gerado no país vão para lixões ou aterros controlados, onde não são tratados corretamente. Além de os municípios não terem condições para construir aterros sanitários, a maioria nem ao menos tem condições de elaborarem seus planos de gestão de resíduos sólidos, por motivos financeiros ou técnicos.

Dentre os materiais descartados o plástico de destaca como um grande problema. Em minha coluna, explico porque ele apresenta em grande quantidade no descarte pós-consumo e como ele causa um impacto ambiental em todo o mundo. Falo também sobre os cuidados e a legislação quanto ao descarte das embalagens de agrotóxicos, assunto de destaque num país campeão em uso de agrotóxico.

Depois de uma série de megaeventos que aconteceram em solo brasileiro, dediquei uma coluna sobre as medidas que minimizaram o impacto ao meio ambiente que os Jogos Olímpicos causariam no Rio em 2016. É claro que todo evento gera um prejuízo ecológico, e mesmo com vários problemas na organização, vale a pena dar uma olhada no Plano de Gestão de Sustentabilidade feito para os Jogos do Rio, que é um modelo a ser seguido.

Falei bastante também sobre a importância da educação ambiental, principalmente nas universidades. Em uma das minhas colunas falei sobre as atividades ligadas à saúde do homem e questionei se os profissionais de saúde estão aprendendo a gerenciar seus resíduos. Segundo pesquisas, nem tudo são flores nesse quesito.  Podemos ver na minha coluna sobre Educação Ambiental, que os alunos de cursos voltados à saúde não têm conhecimento suficiente das suas obrigações, direitos e das ferramentas para pô-las em prática. Na mais recente publicação falo sobre a limpeza urbana.

Como podemos ver o saneamento básico é um assunto vasto e de extrema importância, que deve ser discutido com mais frequência. Eu, Hiram Sartori, continuo a fazer minha contribuição para o tópico e espero poder ser de ajuda e apoio para aqueles que querem contribuir e mudar o mundo em que vive, de maneira responsável e sustentável.

Hiram Sartori

Hiram Sartori é Doutor em Engenharia Civil, área de Hidráulica e Saneamento, e ênfase em Resíduos Sólidos, pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP(1998), Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), Graduado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (1984). Tem experiência em Engenharia Civil, atuando com ênfase em Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nas áreas de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, capacitação e treinamento em gerenciamento de resíduos sólidos, administração universitária.

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