Microgeração de energia solar no Brasil

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O número de instalações de painéis solares no Brasil cresceu mais de 400% em um ano, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica. Em agosto desse ano o país chegou a 5 mil instalações, o equivalente a uma potência de 47 mil quilowatts. E Minas Gerais tem um grande papel nesse feito, afinal é o estado que mais se destaca na microgeração de energia solar, seguindo por São Paulo e Rio Grande do Sul.

Desde 2012 a Aneel aprovou uma resolução que autoriza consumidores a gerar sua própria energia através de painéis solares instalados em casa. O consumidor ainda consegue “vender” a energia que ele não usar de seus painéis, ligando-as à rede elétrica. Assim, ele ganha crédito na conta de luz. A energia acaba sobrando porque é gerada apenas com a luz do sol e nem sempre estamos usando-a durante o dia. A captação não funcionam a noite, mas é inviável armazenar a energia que sobra por causa do preço alto do gerador.

Nos últimos anos, soluções para um modo de vida sustentável vem crescendo. É importante que não só autoridades globais busquem alternativas para um desenvolvimento que não tenha impactos negativos no meio ambiente e na qualidade de vida do homem, mas também que a própria população mantenha hábitos sustentáveis no seu dia-a-dia. Para um verdadeiro desenvolvimento sustentável é preciso que as medidas englobem aspectos sociais, econômicos e ecológicos.

Existem inúmeras vantagens em gerar sua própria energia em casa. Como a energia não vem de uma fonte externa, ela não tem perdas por causa da distribuição e os investimentos em linhas de transmissão devem cair. Outro fator é que a energia solar é inesgotável e o impacto ambiental que é causado é bem menor do que na produção de energia através do carvão, petróleo ou gás, que emitem gases do efeito estufa.

O uso da microgeração solar de energia é muito bom para lugares de difícil acesso, pois não é necessário gastar com linhas de transmissão de energia. E os painéis, embora ainda sejam dispendiosos, vem caindo de custo ao mesmo tempo que se tornam mais potentes. E o Brasil tem o potencial grande para se beneficiar desses métodos, pois a energia solar é viável em quase todo o território brasileiro.

Mas apesar de ser uma boa alternativa para o alto uso de hidrelétricas,  que nos fazem dependentes da água das chuvas, ainda existem obstáculos para a plena utilização da microgeração de energia no Brasil. Os equipamentos que convertem energia solar em eletricidade em armazenam essa energia são muito caros.

Um sistema residencial simples custa por volta de R$ 14 mil, que pode gerar cerca de 230 quilowatts-hora por mês, o equivalente a 100 reais de economia. Mas tanto o governo quanto o indivíduo têm a ganhar com a microgeração de energia, por isso devemos esperar maiores incentivos em breve.

Minas apresenta um quinto de todas as instalações de microgeração de energia solar por um motivo: foi o primeiro estado a abolir a cobrança dobrada de imposto da energia solar. Muitos outros estados seguiram o mesmo caminho.

Estamos caminhando a passos lentos, mas estamos investindo mais do que nunca em fontes de energias limpas, como a biomassa, a hidráulica e a eólica. Mas a fonte de energia solar é que que nos beneficiamos mais com um território grande com muitas horas de sol o ano todo. Para se ter uma ideia, nosso potencial de radiação solar é de 20 vezes toda a atual capacidade de produção de energia instalada no Brasil.

 

Hiram Sartori

Hiram Sartori é Doutor em Engenharia Civil, área de Hidráulica e Saneamento, e ênfase em Resíduos Sólidos, pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP(1998), Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), Graduado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (1984). Tem experiência em Engenharia Civil, atuando com ênfase em Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nas áreas de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, capacitação e treinamento em gerenciamento de resíduos sólidos, administração universitária.

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