Reciclagem nas empresas: lucro também para o meio ambiente

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Durante o VI Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental que ocorreu em Porto Alegre, em novembro de 2015, foi apresentado o trabalho de Aline Passini, Bárbara Prichula, Jéferson Milani, Luiz Raimann e Neomara Mariani, que fez um estudo de caso sobre o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos de uma usina de compostagem no município de Itapiranga, em Santa Catarina. O meu trabalho acadêmico com o gerenciamento de resíduos sólidos serviu como apoio para este estudo em questão.

Os ambientalistas apontam o excesso de lixo como um dos problemas ambientais mais graves da atualidade. O trabalho focou no lixo gerado pelas atividades industriais, que apresenta as mais variadas características e quantidades e que precisam ser gerenciados adequadamente para não causar poluição ambiental e danos à saúde do homem. O termo sustentabilidade vem assumindo um papel importante desde os anos 90 e vem ajudando a enfrentar a crise ecológica existente.

As empresas, hoje, precisam estar de acordo com as normas de resíduos sólidos locais, não só pelos riscos ambientais, mas também se quiser se manter no mercado. Grande parte dos consumidores buscam maior informações sobre as características dos produtos disponíveis, como os impactos ambientais provocados em seus processos produtivos. A escolha de comprar ou não um produto em função desses fatores, faz com que a lucratividade das empresas seja afetada diretamente. Uma coisa é certa: cada dia mais cresce a busca por produtos que cause um menor impacto ambiental.  E não são só os consumidores que estão de olho no processo de produção sustentável da empresa. ONGs, Associações e Instituições públicas e privadas que primam pela qualidade ambiental também atuam pressionando as empresas poluidoras. Além disso, existem os investidores verdes, que procuram investir em empresas que cumprem seu papel para um meio ambiente saudável.

A melhor maneira das empresas preservarem o meio ambiente é reaproveitando materiais que são descartados ou fazendo a reciclagem, que são alternativas eficazes e de baixo custo. A reciclagem minimiza a utilização de fontes naturais, que muitas vezes são renováveis e a quantidade de resíduos que requer tratamento final, como aterramento ou a incineração. Os materiais mais comuns que podem ser reciclados são o papel, o vidro, o metal e o plástico. O estudo destacou a importância de estabelecimento como o Faluplast Comércio de Materiais Recicláveis, que recebe os produtos de catadores e também faz a coleta dos materiais recicláveis descartados por mercados, lojas e demais estabelecimentos.

Desta forma, os Planejamentos do gerenciamento de resíduos sólidos são de extrema importância. Eles são um planejamento de forma escrita que compõe o Sistema de Gestão Ambiental que descreve os processos a serem adotados pela empresa com intuito de fazer uma destinação ambientalmente correta de seus resíduos. Assim, as empresas estarão cumprindo as exigências das Leis e Regulamentações à níveis Federais, Estaduais e Municipais. Através do PGRS é feita a redução dos impactos causados aos recursos naturais, principalmente após a revolução industrial, e ao mesmo tempo possibilitando que a natureza se recupere, de forma lenta, dos danos causados pela exploração sem controle influenciada pelo sistema capitalista.

 

Hiram Sartori

Hiram Sartori é Doutor em Engenharia Civil, área de Hidráulica e Saneamento, e ênfase em Resíduos Sólidos, pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP(1998), Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), Graduado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (1984). Tem experiência em Engenharia Civil, atuando com ênfase em Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nas áreas de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, capacitação e treinamento em gerenciamento de resíduos sólidos, administração universitária.

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