Participação comunitária e a questão do lixo

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O bem-estar social é a prioridade de qualquer sociedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental, social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. O termo envolve ter condições de alimentação, habitação, trabalho, saneamento, recreação e prevenção de doenças. E a saúde pública é um esforço organizado pela sociedade para proteger, promover e restaurar a saúde das pessoas.

Para se obter a saúde pública não é necessário só ter acesso a hospital e remédios, mas também ter uma preocupação com o meio ambiente, que engloba o solo, a água, o ar, os alimentos, o local de trabalho, o trânsito, entre outros. Para um saneamento ambiental adequado é necessária água potável para consumo humano, disposição adequada de dejetos, melhoramento da habitação, eliminação do lixo, conservação do meio ambiente, saneamento dos alimentos, e higiene pessoal.

 

Participação Comunitária

O sistema oficial de saúde apresenta um problema: ele é planejado sem a participação dos usuários, que recebem passivamente os benefícios e tratam de adequar-se a eles. O sistema oficial de saúde desconsidera a diversidade da sociedade, e exclui populações desprotegidas e marginalizadas do desenvolvimento em assentamentos disperso, rurais ou peri-urbanos.

A importância de uma união comunitária faz toda diferença na saúde dessas comunidades marginalizadas. O sistema comunitário de saúde prevê atenção à criança, à mulher, à gestante e recém-nascido, ao adolescente e ao adulto, e ao saneamento ambiental, para o bem-estar físico, mental e social. Na ausência do sistema oficial de saúde, as pessoas procuram o comunitário que as acompanha e educa. Isso fortalece a organização comunitária para a identificação, priorização e solução dos problemas de saúde da comunidade.

 

Os problemas do lixo

O risco da má disposição do lixo nas comunidades é bastante conhecido. Sem o tratamento e destinação correta o lixo traz mau cheiro, contaminação do solo e das águas superficiais e subterrâneas, aumento da população de insetos e transmissores de doenças, entupimento das redes de drenagem das águas de chuvas, etc. Para o correto gerenciamento do lixo, são necessários muitos gastos, como por exemplo com transporte, mão-de-obra e ainda exige áreas muito grandes para aterros sanitários e industriais.

Por isso, a população deve aprender a separar o lixo em casa, para diminuir os resíduos e reutilizar o que for possível. O ideal é separar o lixo seco e úmido. O lixo seco são as garrafas de vidro e plástico, caixas de papelão, revistas e jornais, latas de metal e embalagens. Já o lixo úmido é a matéria orgânica, isto é, resto de frutas e verduras, resto de comida, filtros usados e borras de café, folhagens e ramos. Os dois tipos de lixo devem ser colocados em recipientes que tenham tampa, para que fiquem abrigados da chuva, e também para que não atraiam animais transmissores de doenças, como por exemplo, o mosquito da dengue. O lixo orgânico também pode ser utilizado como adubo, através da compostagem.

Hiram Sartori

Hiram Sartori é Doutor em Engenharia Civil, área de Hidráulica e Saneamento, e ênfase em Resíduos Sólidos, pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP(1998), Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), Graduado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (1984). Tem experiência em Engenharia Civil, atuando com ênfase em Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nas áreas de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, capacitação e treinamento em gerenciamento de resíduos sólidos, administração universitária.

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