O uso do método de compostagem em tambor rotativo para resíduos orgânicos na construção civil

trabalhador de construção civil

 

Em artigo da aluna Paula Valle, da Universidade FUMEC, pude orientar um trabalho que estudou através da experimentação a matéria orgânica de origem alimentar que contamina resíduos minerais da construção civil que poderiam ser reusados e reciclados. O problema a ser solucionado vem da dificuldade de controle de qualidade destes materiais recuperados, encarecendo o processo de sua reutilização e propiciando o seu descarte em aterros ou diretamente no meio ambiente.

O objetivo do trabalho foi identificar técnicas de recuperação de resíduos orgânicos de origem alimentar em canteiros de obras, para evitar a contaminação de resíduos passíveis de reuso como agregados.  Estudamos técnicas de compostagem, e buscamos adequar uma delas para o uso na construção civil, e assim divulga-la para facilitar a reciclagem dos entulhos de obras.

Depois de analisar as técnicas de compostagem, optamos pelo método de compostagem em tambor rotativo, com a seleção granulométrica do composto maduro. A construção do equipamento utilizou materiais inservíveis e de fácil aquisição. Visitamos várias obras e escolhemos uma para a aplicação experimental da compostagem pelo método indicado. No final do projeto, os resíduos orgânicos de origem alimentar foram recolhidos e destinados ao equipamento de compostagem.

Instalamos o equipamento de compostagem no canteiro de obra e orientamos os operários sobre os procedimentos que faríamos. Um dos operários foi responsabilizado para operacionalizar o tratamento experimental, fazendo a rotação do tambor e molhando seu conteúdo diariamente. O mesmo operário também recolheu os resíduos orgânicos de origem alimentar, pós-consumo.

O processo do trabalho foi interessante e descobrimos que o método escolhido, do tambor rotativo, é de grande praticidade, ideal para o ambiente das obras de construção predial. O procedimento exige apenas a rotação diária do tambor, e na mesma oportunidade, a molhagem de seu conteúdo, o que poderia ser feito no momento de sua alimentação, pelo mesmo funcionário responsável por realiza-la.

Hiram Sartori

Hiram Sartori é Doutor em Engenharia Civil, área de Hidráulica e Saneamento, e ênfase em Resíduos Sólidos, pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP(1998), Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), Graduado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (1984). Tem experiência em Engenharia Civil, atuando com ênfase em Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nas áreas de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, capacitação e treinamento em gerenciamento de resíduos sólidos, administração universitária.

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