Como reciclar lixo eletrônico?

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Todos os seus equipamentos eletrônicos algum dia chegam ao fim. E o que você faz com eles? Onde descarta? Se você jogou fora seu celular antigo ou um computador que não usa mais, saiba que está contribuindo para a liberação de materiais tóxicos no solo e nos lençóis freáticos. Este tipo de resíduos virou um grande desafio para os especialistas da área. Mas o que você, usuário, pode fazer a respeito? Em entrevista ao Jornal Hoje em Dia, eu – Hiram Sartori – falei sobre como tratar o lixo tecnológico e como recicla-lo.

Os primeiros estudos sobre lixo eletrônico surgiram a partir da constatação de que a geração dos resíduos tecnológicos se tornara maior que a capacidade de destiná-los, provavelmente durante a década de 80. A necessidade de se acumular cada vez mais resíduos conduziu ao interesse pelos efeitos decorrentes destas grandes pilhas de eletrônicos, sobre a qualidade do ar, da água e do solo.

Existem três regras básicas para o tratamento do lixo tecnológico: reduzir, reutilizar e reciclar. É sério. Ao comprar um novo equipamento a pessoa deve escolher aquele que poderá satisfazer suas necessidades pelo mais longo prazo, ou aquele equipamento que pode ser mais facilmente atualizado. Alugar equipamentos ao invés de compra-los, ou adquirir máquinas usadas, também é uma boa pedida.

Na matéria falei também sobre as possibilidades de reciclagem. Quando comprar um equipamento novo, o usuário deve encaminhar a máquina usada, por intermédio de seu fornecedor, para a empresa responsável por sua fabricação. Doar o seu equipamento usado para escolas e instituições sem fins lucrativos é outra opção. Mesmo ainda os PCs antigões, ou “vintage“, se preferir, principalmente os mais jurássico como os XT’s ou 286, possuem além de metal, plásticos, cerâmica e fibra de vidro, traços de metais raros e até mesmo ouro, utilizado em pequenas quantidades nos contatos de placas e dentro dos chips, que podem ser reaproveitados ou vendidos. Além disso, restos de toner de impressoras a laser podem ser utilizados para aumentar a resistência do asfalto, ou ainda como corante de concreto. O policarboneto usado nos CDs também pode ser facilmente reciclado.

No mais, utilize o seu aparelho de forma consciente, tentando ampliar a sua vida útil, não deixando-o  ligado sem necessidade. Só troque seu equipamento quando for realmente impossível continuar com ele, e na hora de descarta-lo, procure instituições que possam reutiliza-lo, através dos contatos disponíveis no site da prefeitura de Belo Horizonte.

Hiram Sartori

Hiram Sartori é Doutor em Engenharia Civil, área de Hidráulica e Saneamento, e ênfase em Resíduos Sólidos, pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP(1998), Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), Graduado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (1984). Tem experiência em Engenharia Civil, atuando com ênfase em Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nas áreas de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, capacitação e treinamento em gerenciamento de resíduos sólidos, administração universitária.

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1 Resultado

  1. 24 de junho de 2016

    […] reciclagem e descarte apropriado do lixo eletrônico é algo muito importante para nossa sociedade. O Engenheiro Hiram Sartori (que é professor da PUC Minas no curso de Engenharia Civil) dá algumas dicas. Vale a pena ler e […]

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