Como acondicionar adequadamente resíduos sólidos

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Uma das principais etapas do gerenciamento dos resíduos sólidos, é a que se segue imediatamente após o seu descarte, iniciando o fluxo de resíduos. Essa etapa, conhecida como acondicionamento dos resíduos sólidos, é feita nas residências, nos comércios, nos hospitais, nas obras de construção, nos restaurantes, nos hotéis e nas indústrias em geral. E por ser a primeira etapa do fluxo de resíduos, ela acaba interferindo nas etapas seguintes, facilitando ou comprometendo a coleta, o transporte e até mesmo o processamento dos resíduos na destinação final.

O acondicionamento é tudo aquilo que fazemos para preparar o lixo no ponto de sua produção, onde ele ficará até o momento quando for coletado. É também uma forma de conter o lixo para evitar que ele se espalhe e exale odores para o ambiente em que se encontra, poluindo também a vizinhança do local onde esteja depositado. Essa etapa do gerenciamento contribui para a manutenção da estética dos locais de convivência e de trabalho, evitando a disseminação de doenças transmitidas por vetores de interesse sanitário, como ratos, baratas e moscas, que encontram no lixo, o abrigo e o alimento de que necessitam. Além disso, quando o lixo não é devidamente acondicionado, transforma-se em uma fonte de riscos de acidentes, principalmente na indústria.

Alguns aspectos podem ser observados, quando se deseja acondicionar corretamente resíduos sólidos, principalmente em casa e no local de trabalho. De um modo geral, os resíduos podem ser descartados em recipientes flexíveis, como é o caso dos sacos plásticos e sacolinhas de supermercado, ou rígidos, como os contenedores e cestos de lixo. A escolha entre um e outro tipo de recipiente, depende das características dos resíduos que devam ser acondicionados, para que sejam compatíveis com as condições do lixo que será coletado.

O recipiente de resíduos sólidos também deve atender a outras necessidades, como permitir a realização de uma coleta segura, que não leve a nenhum acidente, e que não transmita doenças aos operários da coleta. Outros aspectos a serem levados em conta, na hora da escolha do recipiente, são o tempo que o resíduo ficará acondicionado até a coleta, o volume e o peso do resíduo, e o conteúdo de umidade ou substâncias agressivas e perigosas, que possam fazer parte da composição do resíduo.

As características dos recipientes também podem variar.  O volume do recipiente pode variar de alguns litros a até vários metros cúbicos; os materiais utilizados na fabricação dos recipientes podem ser o   plástico ou algum metal; os recipientes rígidos podem apresentar cores diferentes, em função do seu futuro conteúdo, e podem possuir inscrições e sinalização, para complementar a informação sobre o que está acondicionado em cada um deles.

Mas nem sempre serão utilizados recipientes, para acondicionar resíduos sólidos. Grandes peças ou caixas de papelão, depois de abertas, embalagens plásticas em seu conjunto, latinhas de alumínio ou embalagens de outros metais, podem ser acondicionadas como fardos ou blocos prensados, para em seguida serem encaminhados pela coleta seletiva até a reciclagem.

A forma de acondicionamento dos resíduos também depende do método que será usado na coleta do lixo. Quando se adota uma coleta de resíduos misturados, os resíduos podem ser acondicionados todos juntos, misturados em um único recipiente. Na coleta com separação de secos e úmidos, eles podem ser acondicionados separados em dois recipientes, um para os secos, que são principalmente as embalagens, e outro para os resíduos úmidos, que são os resíduos alimentares. Existe também a possibilidade se se  separar os resíduos recicláveis dos não recicláveis, utilizando-se dois recipientes diferentes.

Quando for conveniente e possível, pode-se adotar a separação pelo tipo do material dos resíduos, conhecida como coleta seletiva segregativa na fonte.  Nesse caso seriam utilizados vários recipientes, cada um para apenas um tipo de material. Assim poder-se-á separar em vários sacos plásticos, os vidros, os plásticos rígidos, o papelão, e mais categorias,  conforme o grau de separação de resíduos adotado por cada comunidade em particular.

Hiram Sartori

Hiram Sartori é Doutor em Engenharia Civil, área de Hidráulica e Saneamento, e ênfase em Resíduos Sólidos, pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP(1998), Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), Graduado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (1984). Tem experiência em Engenharia Civil, atuando com ênfase em Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nas áreas de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, capacitação e treinamento em gerenciamento de resíduos sólidos, administração universitária.

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