A Importância da Reciclagem do Lixo

reciclar - sartori

 

A questão do excesso de lixo no mundo, e a sua destinação preocupa hoje autoridades e a população em geral. Embora reduzir a quantidade de lixo seja o ideal, ainda precisamos de medidas de reutilização de resíduos sólidos, e assim diminuir o impacto do lixo no meio ambiente. Essas medidas começam da ação de cada indivíduo, e da maneira como ele destina seu lixo. Reciclar poupa recursos naturais, traz de volta o ciclo produtivo que jogamos fora e economiza energia: a reciclagem de uma lata de alumínio, por exemplo,  economiza energia suficientes para manter uma TV ligada por três horas.

A reciclagem traz vantagens inegáveis: além de aliviar os lixões e aterros sanitários, ela economiza recursos naturais e gera renda para os catadores de lixo. Segundo a Associação Brasileira de Alumínio, no Brasil cerca de 100 mil pessoas vivem da coleta de latas de alumínio e recebem em média três salários mínimos mensais. E ainda calcula que uma tonelada de papel reciclado economiza 10 mil litros de água e evita o corte de 17 árvores adultas.

Mas a produção de lixo vem aumentando muito no mundo todo. No futuro não haverá outra alternativa a não ser reciclar, já que a tendência é a escassez de recursos naturais não renováveis e a falta de espaço para pôr tanto lixo. E os dados são alarmantes: o lixo é o maior causador de degradação do meio ambiente. São 400 milhões de toneladas de produção de lixo atualmente no planeta. Onde colocar tanto lixo?

A palavra reciclagem só surgiu na década de 80, quando foi constatado que as fontes de petróleo e outras matérias primas não renováveis estavam se esgotando. Mas a dificuldade maior é mudar a mentalidade das pessoas quanto ao valor do lixo, que só veem como algo a se jogar fora, mas grande parte do material que vai para o lixo podem ser reciclados. Precisamos criar uma nova consciência ambientalista para que as futuras gerações tenham qualidade de vida e possam viver num ambiente favorável.

A população precisa perceber que o lixo é fonte de riqueza e nosso papel é simples.  Para reciclar, a pessoa pode começar separando o lixo de diversas maneiras, como por exemplo o lixo orgânico do inorgânico, para facilitar o processo de garimpagem dos catadores de lixo. Não misture sobras de alimentos com recicláveis, como plásticos, vidros, metais e papeis. As embalagens de vidro ou plástico podem ser lavadas e secadas para facilitar o trabalho de reciclagem. Os papeis devem ser secos e não amassados. E os vidros quebrados e outros materiais cortantes devem ser embrulhados em papel grosso ou colocados em uma caixa para evitar acidentes.

O Brasil produz cerca de 180 mil toneladas diárias de resíduos sólidos, quem vem das cidades, indústrias, serviço de saúde, tem origem rural, especial ou diferenciada. A cultura ambiental brasileira deve se dar conta que esses materiais são potencialmente matéria prima ou insumos para produção de novos produtos ou fonte de energia.

Mas reciclagem ainda não é prioridade das prefeituras ou da população. Grande parte de resíduos reaproveitáveis são jogados em lixões a céu aberto, somando um prejuízo de 8 bilhões anuais. No Brasil, apenas 18% das cidades tem serviço de coleta seletiva, que possibilita a reutilização, aumenta o valor agregado ao material, traz melhores condições de trabalho dos catadores, possibilita a compostagem, aumenta o tempo de vida dos aterros sanitários e tem menor impacto ambiental quando da disposição final dos rejeitos.

Eu, Hiram Sartori, acredito que as pessoas precisam ter uma nova visão sobre os problemas ambientais e se conscientizar de que através da reciclagem, ela estará fazendo bem a nossa própria qualidade de vida e das gerações seguintes. As indústrias devem ser fiscalizadas, e as autoridades precisam de mais políticas públicas que possa lidar com a questão do lixo e ainda apresentarem projetos que visem a preservação do meio ambiente, tendo em mente a melhoria da nossa qualidade de vida.

Hiram Sartori

Hiram Sartori é Doutor em Engenharia Civil, área de Hidráulica e Saneamento, e ênfase em Resíduos Sólidos, pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP(1998), Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), Graduado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (1984). Tem experiência em Engenharia Civil, atuando com ênfase em Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nas áreas de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, capacitação e treinamento em gerenciamento de resíduos sólidos, administração universitária.

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