Mau cheiro alerta sobre vazamento na rede de esgoto

Hiram Sartori explicou ao Jornal Hoje em Dia as possíveis causas do mau funcionamento de redes de esgoto

O bom funcionamento da rede de esgoto precisa ser monitorado regularmente, já que uma série de problemas pode ocasionar vazamentos, causando poluição ao meio ambiente e danos à saúde da população. Foi o que aconteceu na Lagoa Seca, no bairro Belvedere, zona sul de Belo Horizonte.  Área movimentada de lazer, a Lagoa Seca passou a exalar mau cheiro devido a um vazamento do esgoto. O local é usado para atividades físicas e passeios e a comunidade ao entorno resolveu se manifestar.

Segundo Ubirajara Pires, presidente da Associação dos Amigos do bairro Belvedere, o problema não atinge só a Lagoa Seca, o esgoto também sai pelas caixas da Copasa e corre pelo asfalto. Para piorar a situação os resíduos do bairro Vila da Serra, em Nova Lima, foram anexados à rede do Belvedere. Os frequentadores da região reclamam que a rede de esgoto ficou sobrecarregada, e exigiam reforma e manutenção da rede.

A Copasa afirmou que as tubulações não atingiram seu limite e a condição da rede foi verificada. Segundo a superintendente operacional de Belo Horizonte, Eneida Magalhães, o problema ocorreu por causa de objetos sólidos que foram indevidamente jogados na rede, o que provocou entupimentos.

Diante do impasse entre as reclamações dos moradores do bairro Belvedere e a Copasa, o Engenheiro Sanitarista, Hiram Sartori, explicou ao Portal Hoje em Dia as possíveis causas do mau cheiro que a Lagoa Seca passou a exalar em 2014. Sartori esclareceu que a validade das obras para construção de redes de esgoto é de 25 anos e que o Belvedere teve uma grande expansão urbana nos últimos anos, com lotes vagos sendo substituídos por prédios e o aumento de moradores. “Mas isso não significa que já é necessário a expansão da rede”, explica.

Para tentar achar a causa do problema e resolver a situação, a Copasa fez uma varredura em toda região para verificar se há sobrecarga e se há necessidade de intervenção.  Uma das soluções, segundo a Copasa, seria aumentar o diâmetro da rede em alguns trechos ou até mesmo construir uma nova.

O Engenheiro acredita que a situação pode ter sido causada não só pelo aumento da população em seu entorno, já que o transbordamento do esgoto não acontece apenas quando a rede opera além da sua capacidade, nem quando há entupimentos. Existe ainda o problema das chuvas. O lançamento indevido das águas de chuvas na rede coletora, por exemplo, pode ser a causadores de obstruções, extravasamentos e o refluxo nas residências.

Hiram Sartori

Hiram Sartori é Doutor em Engenharia Civil, área de Hidráulica e Saneamento, e ênfase em Resíduos Sólidos, pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP(1998), Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), Graduado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (1984). Tem experiência em Engenharia Civil, atuando com ênfase em Saneamento e Meio Ambiente, principalmente nas áreas de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, capacitação e treinamento em gerenciamento de resíduos sólidos, administração universitária.

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